Textos de Maria Lucia S. Silva

DIFICULDADES


24/06/2013

No Evangelho Segundo o Espiritismo encontramos as respostas para todas as nossas dificuldades e dúvidas que, por ventura queiramos sanar, o que nos leva a conquista da transformação que almejamos através do conhecimento e a prática dos ensinamentos de Jesus. Para despertarmos, se faz necessário a mudança, precisamos analisar: a) Quem somos: b) De onde viemos e: c) Para onde vamos.

Somos Espíritos. Uma individualidade, uma estrutura perfeita, criada por Deus para uma finalidade: a evolução.

Viemos do mundo dos espíritos e voltamos para o mundo do qual escolhemos através de nossas ações como encarnados, o quanto contribuímos para a finalidade da criação.

Temos possibilidades de toda ordem, a nossa disposição para o conhecimento, se faz necessário desenvolver a coragem de nos ver como realmente somos, e a vontade de contribuir com as Leis Divinas que existem para nos nortear rumo ao que precisamos como espíritos. Nas obras básicas encontramos a forma de como desenvolver a coragem, a vontade e o discernimento dessa tão importante conquista: O desconhecimento de si mesmo

No livro, (Auto Descobrimento) Joanna de Ângelis Cap. 8 Sicários da Alma página 115 nos diz:

Aturdindo-se com as preocupações a que empresta importância demasiada --- opinião dos outros, aparência, conquistas das coisas externas, convívio social e disputas insignificantes --- a pessoa descuida-se de si mesma e permanece ignorante da sua realidade profunda, das suas potencialidades latentes.

Considerando, com uma óptica pessimista que apenas a sua é uma existência trabalhosa e difícil, perde os parâmetros do equilíbrio para uma análise correta sobre os acontecimentos, descambam no abismo da auto-compaixão, das depressões da infelicidade.

A sua auto-estima esmaece, vaticinando a ruína da jornada e não se esforçando para reverter a ordem dos pensamentos derrotistas, que vitaliza durante os largos períodos de ócio físico e mental.

A vida apresenta-se com as mesmas características para todos os seres vivos.

É necessário um exame profundo, sério, constante do Si, da sua constituição, dos objetivos que deve prosseguir, dos meios a utilizar, de como encontrar os recursos para lográ-los.

Essa análise tem por meta a auto-conscientização, mediante a qual se aplainam as arestas, e o curso do rio existencial desliza na direção do mar da paz.

Para tanto, é imprescindível o auto-exame dos comportamentos mentais, emocionais e físico-sociais.

N`O Livro dos Espírito encontramos a informação necessária sobre a questão do conhecimento de si mesmo.

Qual o meio mais eficaz que tem o homem de si melhorar nesta vida e de resistir a atração do mal?

R: “Um Sábio da antiguidade vos disse: conhece-te a ti mesmo”.

Conhecemos toda a sabedoria nessa máxima, porém a dificuldade está precisamente em cada um conhecer a si mesmo.

Qual o meio de consegui-lo?

O conhecimento de si mesmo se dá pela observação de nossas atitudes conosco e com o nosso próximo.

Muitas faltas que cometemos nos passam despercebidas, se efetivamente interrogássemos mais amiúde a nossa consciência veríamos quantas vezes falimos sem que o suspeitemos, unicamente por não perscrutarmos a natureza e o móvel de nossos atos.

O conhecimento de si mesmo é, portanto a chave do progresso individual.

Mais, direis, como há de alguém julgar a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor próprio para atenuar as faltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e previdente: O orgulhoso julga que em si só há dignidade. Isto é muito real, mas tendes um meio de verificação que não podes iludir-vos. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem não na podereis ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de sua justiça.

Procurei também saber o que delas pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, por quanto esses nenhum interesse tem em mascarar a verdade e, Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que faria a um amigo.

Perscrute conseguintemente a sua consciência, aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se a fim de extirpar de si os maus pendores como do seu jardim arranca as ervas daninhas: “dê balanço no seu dia moral”, para a exemplo do comerciante avaliar suas perdas e seus lucros, e eu vos asseguro que a conta destes será mais avultadas que a daquelas. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio algum o despertar na outra vida.

(Stº Agostinho Questão 919 do Livro dos Espíritos.)





APRIMORAMENTO


22/01/2013

Na busca pelo aprimoramento esbarramos muitas vezes em nosso próprio orgulho, que nos cega, a ponto de nos atrapalharmos em nossas “próprias pernas”.

Ainda hoje, estudando a Codificação com afinco, encontramos os exatos ensinamentos que servem para cada um de nossos familiares, quando, na verdade, o que precisamos é trazer para nós em forma de análise do que aquilo quer nos dizer.

Precisamos estar dispostos a transformar em nós mesmos as mazelas trazidas dos equívocos cometidos anteriormente.

Acreditamos em reencarnação, e isso quer nos dizer que, estamos aqui para evoluir, reconstruir, transformar, a nossa caminhada é ativa sem descanso para a observação.

Grande parte de nosso tempo é dedicado às exigências do corpo, estamos observando o que precisamos e o que queremos? É esse comportamento que nos leva a um estado de saúde natural para podermos desenvolver nossas atividades diárias.

A mente trabalha respondendo os estímulos do espírito e emanando sobre toda organização física, por isso “mente sã e corpo são”.

O estudo atento de nosso mundo subjetivo, o conhecimento das nossas emoções, o não julgamento e avaliação constante, é a clara observação de si mesmo.

O Evangelho Segundo o Espiritismo traz os ensinamentos básicos para a transformação que nos conduz ao progresso. Somos criação de Deus fadada à perfeição, o elo com nosso Pai é a confiança, a vontade, o querer, a busca pelo entendimento do que somos, de onde viemos e para onde vamos.

O nosso melhor, aqui, feito com amor será sempre o desenvolver da qualidade moral. Quando aceitamos nossas dificuldades encontramos o caminho para transformar cada uma delas e nos sentimos fortalecidos na caminhada. A conquista da mudança nasce da aceitação, o aprimoramento é o processo que nos leva a reconstruir-nos, desenvolvendo, amor próprio, paciência e resignação.





A EVOLUÇÃO


02/07/2012

O programa da evolução é constituído por páginas desafiadoras para todos os níveis morais do Espírito em crescimento para Deus, tomemos por base os ensinamentos de Jesus.

Respeitemos as leis de Deus, aceitemos nossas dificuldades em vivenciar as mesmas, trabalhando uma aresta por vez, nossos sentimentos nos mostram quando e como devemos agir em favor de nós mesmos.

Se alguém nos inspira um sentimento escuso, façamos valer a experiência de não acumular ódio nem ressentimentos em nossas engrenagens mentais.

Observemos o que pede nossa consciência interior e, se após uma análise ainda não conseguimos separar o amor do sofrimento, busquemos no auto perdão a resposta para a prática.

Abrindo nossos corações para a fraternidade, compreenderemos como é bom diluir os vapores venenosos do rancor e da mágoa numa verdadeira vitória sobre nós mesmos ao sol da compaixão.

O erro e o acerto é inevitável para a conquista do conhecimento. Desvelamos o ser frágil tão necessitado de carinho rompendo a resistência em se amar, assim nos adaptamos a compreensão necessária da renovação.

Nada existe no universo que esteja em posição de inferioridade, até onde nosso olhar alcança, consta a presença da ordem e as leis de harmonia agindo com a permissão do criador.

Sempre que possível devemos direcionar uma vibração de cordialidade para fortalecer nossos corações na caminhada com alegria de viver.





A CAMINHADA DA EVOLUÇÃO


08/03/2012

Quando nascemos, o primeiro esforço físico é respirar. O oxigênio responsável em abrir nossas vias respiratórias, é também o denominador de todas as funções dos órgãos que constituem nossa organização física. Perceber nossa respiração é sentir a vida. A manifestação de que o corpo precisa do alimento é o choro, demonstrando a primeira emoção forte do querer.

Quando aprendemos a caminhar descobrimos as primeiras noções de espaço e, assim, o que podemos descobrir através do nosso esforço físico e mental acompanhados dos cuidados educativos do que podemos e devemos fazer.

Chega então a fase da alfabetização através dela descobrimos inúmeras possibilidades de aprendizado, é como se fosse tudo novo, as cores, os números, as letras, os desenhos, as primeiras escritas etc., todas essas informações caminham juntos com a nossa independência, nossa liberdade de escolha, nossos gostos.

É nessa etapa de nossas vidas que o espírito começa também a mostrar com maior ênfanse suas tendências viciosas, é a fase de observação da educação para os pais e educadores.

Até aqui, com muito amor e todo carinho possível através do esclarecimento podemos ajudar em muito a essa nova vida se moldar de forma que, o que traga em sua bagagem espiritual de bons ou maus atos, possa ser trabalhado em sua transformação moral.

Não nos cabe julgar as milhares experiências vividas pelo espírito. Contudo, podemos dizer que todas as tendências viciosas estão no espírito e a solução para todas elas também se encontra no mesmo. Cabe ao homem usar de sua inteligência e sabedoria para amenizá-la, transformando-se a exemplo da natureza que constantemente se refaz.

O estado da humanidade já é conquista valiosa no curso de sua evolução, no entanto, isso só nos mostra o quanto precisamos galgar em prol de nós mesmos. Já temos condições de resolver os problemas e as dificuldades naturais para nosso aprimoramento.

Quando errar, já dá pra reparar, quando acertamos já percebemos, a avaliação de erros e acertos é a repetição dos mecanismos que nos leva ao crescimento interior.

Albert Einstein dizia: “O homem é um conjunto eletrônico regido pela consciência”.

Trazendo para nós, se as doenças resultam do uso inadequado das energias, o despertar de si trás a compreensão desse processo. O que é a transformação moral? A transformando uma a uma através da aceitação e da substituição por novos hábitos, novos conceitos e novos valores. Para isso é preciso termos a coragem no bem, no amor próprio, mas, primeiramente em Deus, pois sem o desenvolvimento da fé procuramos muletas que só nos geram sofrimento. Ninguém se encontra isento do patrimônio de si mesmo como resultado dos próprios atos.





FÉ: COMBUSTÍVEL DO ATO DE VIVER


03/11/2011

“A terra nos oferece, pois, um dos tipos de mundos expiatórios, em que as variedades são infinitas, mas tem por caráter comum servir de lugar de exílio para os Espíritos rebeldes à lei de Deus. Nesses mundos, os Espíritos exilados tem de lutar, ao mesmo tempo, contra a perversidade dos homens e as transformações da natureza, trabalho duplamente feito, para desenvolver de uma só vez as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, na sua bondade, torna o próprio castigo proveitoso para o progresso do Espírito.”
Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo III - (Item 15)

Que traço poderia definir mais claramente a nossa condição moral na terra?

Por vezes sucessivas, após o desenlace carnal, deparamos com o remorso e, mais recentemente, alguns de nós, com o arrependimento sincero.

Renascemos trazendo impresso na alma um ansioso desejo de recomeço. Chegando à vida física, encontramos com as frustrações necessárias. Caímos no desapontamento e, por fim, na rebeldia, nos negando a aceitar nossas necessidades espirituais. Surgem, então, os conflitos com o corpo, com a sociedade, com a profissão e com a família.

Em verdade, o maior adversário somos nós mesmos. A resistência declarada em aceitar quem somos. A rebeldia de ser, existir e viver.

Instala-se nesse passo um terrível estado de insatisfação crônica com a vida. Sentimentos de culpa, tristeza e medo delineiam estados mentais doentios de punição, perfeccionismo e baixa estima, nos conduzindo aos dramas dolorosos da angustia e da depressão – um verdadeiro leque de mutações emocionais.

Posteriormente, esgotados pelos conflitos interiores ao longo do tempo, as criaturas ainda se aninham nas perturbações e crises de descrença e vazio existencial e vamos em direção a novos ciclos de dor, que desabrocham a partir das atitudes e escolhas enfermiças.

Pela forma como reagimos aos episódios da existência, determinamos o curso dos prazeres e desgostos de nossas vidas. A rebeldia é apressada inquieta, arrogante e revoltada. É a feição comportamental de almas que não aceitam a realidade, daí tanta amargura, pois a vida é, e será sempre, o que tem de ser, considerando que tudo o que nos cerca reflete o que somos ou seremos.

Rebeldia significa relutância, teimosia, inconformação. Há quem veja na rebeldia a resistência, mas existe um estreito limite entre o caráter patológico e a rebeldia.

O rebelde paralisa; O corajoso avança.

O rebelde sofre; O corajoso liberta-se.

A rebeldia torna a criatura apressada, agitada interiormente e com avançados níveis de ansiedade ou depressão. Uma personalidade rebelde debate-se intimamente, tem baixo nível de tolerância as frustrações e uma conduta irritável.

Uma personalidade corajosa avança com serenidade ultrapassando sua zona mental de conforto com moderação e lucidez.

A rebeldia tira a condição de pessoa centrada em valores e metas para situá-la nos dois extremos do psiquismo revoltado: Ora na arrogância, ora na descrença, ora no medo, ora na insensatez.

Na arrogância a maior ilusão é não aceitar o eu real em detrimento do eu ideal, a imagem construída pelo ego. Na descrença, cultua a revolta e se atemoriza com a morte de sua vida idealizada e impossível.

O arrogante tem medo de errar – se ver além do que é.

O descrente evita arriscar e escolher – E foge de quem é.

Esses conflitos que o homem carrega consigo são resultantes da ausência da habilidade em movimentar o mais sublime patrimônio conferido pelo Criador à criatura: a fé.

A fé é o combustível do ato de viver, a energia interior que vem das profundezas inabordáveis da alma para equilibrar a nossa mente e nos nutrir com a energia da vida, a energia de Deus que sustenta o universo em profusão. Em contato com a energia da fé, desperta o estado de otimismo, irradia paciência, espalha a confiança e fortalece a resignação nas atitudes, levando-nos a aceitar a vida como ela é.

A fé é a inspiração divina, desperta em nós todos os instintos nobres que nos encaminham para o bem e é a base da regeneração.

Toda a nobreza espiritual da qual somos herdeiros de Deus poderá se expressar sob o influxo da fé.

Eis a base da vida em toda parte.





PARA REFLEXÃO...


15/12/2010

Somos filhos de Deus e trazemos em nossa consciência, como espíritos que somos, todas as qualidades inatas do um ser. As palavras de André Luiz, no livro Mecanismos da Mediunidade, expressam muito bem este conceito:

A liberdade de escolha, na pauta das Leis Divinas, é clara e incontestável nos processos da consciência.

Ainda mesmo em regime de prisão absoluta do ponto de vista do corpo físico, o homem, no pensamento, é livre para eleger o bem ou o mal para as rotas do espírito.

O discernimento deve ser, assim, usado por nós outros à feição de leme que a razão não pode esquecer a matroca, de vez que a vida física está cercada de correntes eletrônicas por todos os lados, a vida oceano de correntes mentais e, dentro delas é imprescindível saibamos procurar a companhia dos espíritos nobres, capazes de auxiliar a nossa sustentação no bem, para que o bem como aplicação das leis de Deus, nos eleve a vida superior.

Temos plenamente evidência a auto-sugestão encorajando essa ou aquela ligação, esse ou aquele hábito, demonstrando a necessidade de auto policiamento em todos os interesses de nossa vida mental, por quanto conquistada a razão com a prerrogativa da escolha de nossos objetivos, todo o alvo de nossa atenção se converte em fator indutivo compelindo-nos a emitir os valores do pensamento contínuo na direção em que se nos fixe a idéia, direção essa na qual encontramos os princípios combináveis com os nossos, razão porque, automaticamente, estamos ligados em espíritos com todos os encarnados ou desencarnados que pensou como pensamos tão mais estreitamente quão mais estreita a distância entre nós e eles, isto é quanto mais intimamente estejamos comungado a atmosfera mental uns dos outros, independentes de fatores espaciais.

Uma conversação, essa ou aquela leitura, a contemplação de um quadro, a idéia voltada para certo assunto, um espetáculo artístico, uma visita efetuada ou recebida, um conselho ou uma opinião representam agentes de indução, que variam segundo a natureza que lhes é característica, com resultado tanto mais amplos quanto maior se nos faça a fixação mental ao redor deles.



Que possamos terminar esse ciclo anual (2010) e iniciar o novo, refletindo através dessas sábias orientações de André Luiz, fazendo uma análise do que realmente valeu à pena termos feito em favor da nossa evolução e, que nessa reflexão, possamos descobrir o que realmente sentimos, se condiz com o que expressamos em nosso dia a dia, cuidando sempre dos nossos pensamentos, orando e vigiando sem cessar. A prece e a auto-análise representam o caminho da descoberta do que há de verdade em nós, chegando ao mais profundo de nosso ser.

Feliz ano bom a todos.





CONHECER, ENTENDER E PRATICAR


01/09/2010

Segundo Ermance Dufoux, a angústia da melhora é o sofrimento emocional.

Angústia: indefinição interna que leva a aflição, sendo que os reflexos desse comportamento podem alcançar o corpo físico alterando o seu estado psíquico e mental.

Perante o tribunal da consciência, ainda se pode ter maior ou menor comprometimento com suas múltiplas vivências reencarnatórias.

Os conflitos nascem do desajuste entre o que queremos, o que devemos e o que somos capazes de fazer, havendo um descompasso entre: desejo, sentimento e escolha.

É o sofrimento na luta entre o “eu real” e o “eu ideal”, nos entregando ao serviço de auto-burilamento penetraremos nas faixas do conflito e, nessa batalha interior, é perceptível o sentimento de dignidade. Costumamos ser muito exigentes com nossas propostas de progresso moral e, com uma postura de não aceitação e cobranças intermináveis, acabamos alimentando essa dignidade ao perfeccionismo.

O que conquistamos é um cansaço mental e, consequentemente, a desmotivação, pois é necessário adequar a nossa realidade aquilo que aprendemos para nos livrarmos da angústia da alma.

O próprio Paulo menciona: “porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço”.

Cultivamos em nós um campo de intenções desconectadas de nossas aspirações e hábitos e, nessa intensidade desafiante de sentimentos, precisamos acender a luz do alto perdão, recomeçando quantas vezes forrem necessário.

Precisamos entender a razão de nossas atitudes para encontrar, então, condições indispensáveis ao serviço renovador de nós próprios.

Valorizemos aquilo que gostaríamos de ser, contudo, valorizemos também o que já conseguimos deixar de ser.

A reforma íntima, assim como qualquer projeto na vida, requer otimismo, fé e a certeza de que vamos alcançar nossas metas íntimas é tão importante quanto alcançá-las.

O que não devemos é confundir o conhecimento espírita que já obtemos com saltos evolutivos. Reforma íntima exige tempo e meditação e é com muita paciência com nós mesmos que vamos fazendo um acordo de pacificação interior, condicionando a nossa mente para as diretrizes da transformação moral.

A auto-análise no final do dia nos fornece meios importantíssimos para nossa melhora.

O auto-conhecimento, tão citado por Joanna de Ângelis, nos dá condições essenciais para a consolidação de nossos reflexos.

A plenitude supera a angústia e fortalece, em nós, a vigilância e oração.

Quando percebo que tudo em minha volta está sobre cuidado, estou em sintonia com a oração que é o movimento sagrado da mente no despertamento das forças superiores.





A TRANSFORMAÇÃO EM NÓS


02/04/2010

A transformação em nós ocorre mediante as mudanças no nosso comportamento, nossas ações e nossa vontade.

Quando adquirimos algo, seja ela de qualquer ordem, nos informamos ao máximo sobre o assunto referente ao produto para que possamos, assim, fazer um bom uso para desfrutarmos o melhor possível.

Em nossa vida como encarnados neste planeta o que acontece conosco é como se fosse aquisições consignadas, não através da moeda de troca, mas sim do que queremos pra nós em termos de melhoria como pessoa, como um ser humano, filho de Deus Pai que, por justiça e bondade, nos deu a oportunidade da evolução.

Há uma diferença sutil entre os dois pontos que pode ser percebido quando se tem atenção, dedicação e vontade na busca da renovação. Assim como nossas células se renovam constantemente, também deverá ser com nossos pensamentos nos transformando e buscando, cada vez mais, a consciência do que somos na caminhada de nossa evolução.

Não querendo que tudo aconteça num passe de mágica, começamos sempre com muita calma, buscando boas leituras, um exercício que nos acalme a mente da agitação do dia a dia, fazendo um estudo do primeiro livro da codificação (O Livro dos Espíritos) que nos dará a base para o conhecimento como espíritos que somos.

A dedicação e o carinho conosco são essenciais para que possamos olhar para dentro de nós e de nossos sentimentos, cuidando de nossa alimentação, respeitando nossos limites no trabalho, sono, lazer e etc.

Precisamos crer que, se eu mudo o mundo também mudará (o meu mundo). Quando se faz uma mudança de uma casa para outra temos que desarrumar tudo onde estamos, para arrumar tudo novamente na nova casa e, para isso acontecer, respeitamos o tempo de colocar todas as coisas em seus devidos lugares. A mudança em nós, quando decidimos ter atitudes que nos auxilie em nossa vida social, religiosa, na saúde, no trabalho, estudo e familiar, não é diferente.

Imaginemos que temos que tomar uma decisão importantíssima numa situação puramente emocional. Se agirmos apenas com a razão, as consequências vão desarrumar tudo, se a situação for inversa, então a casa pode até cair, literalmente falando.

Não bagunçar a nossa consciência é um dever, pois somos responsáveis por tudo que fazemos, falamos, produzimos em nós e naqueles que dependem de nós. Como buscar a paz em meio a tanta turbulência? Apenas o conhecimento de si mesmo nos favorece para que possamos viver melhor conosco e com o nosso próximo.

Jesus deixou a mensagem: “Amai o próximo como a ti mesmo”. O que é amar o próximo se não nos amar, nos conhecer e entender as dificuldades do outro? Todos nós temos um termômetro que dá os sinais da hora da mudança necessária para seguirmos a caminhada em paz, entendendo o que somos, porque somos e o que devemos fazer pra ser-mos felizes em nossa trajetória.







O HOMEM HOJE


02/01/2010

Antigamente, não muito distante, sabemos que o homem (macho) era aquele que vencia pela força física. Vinha de uma educação que podia tudo desde que fosse macho.

Com o passar dos anos, graças a Deus e aos grandes sábios de nossa humanidade e de nossa história, o homem passou a olhar em sua volta.

Assumindo seus medos e suas más inclinações, diante dessa nova situação e perante os seus conceitos, o homem de hoje, entenda-se, tanto o homem quanto a mulher, apesar de mais humano, se tornou muito mais covarde. Ainda prefere se enganar a assumir o medo, camuflando-o assim através de uma capa que ele cria no vício do álcool, do cigarro, da alopatia e das drogas ilícitas. Pobre homem, como gosta de se enganar.

Só dorme quando toma calmante, seu consciente se perdeu no inconsciente de tal forma que não se encontra com seu próprio sono. Fica triste, aborrecido, bebe para esquecer, subestimando-se, como se seu cérebro e sua consciência não fossem capazes de registrar a tristeza.

Se ansioso, o cigarro vira a alopatia do seu consciente, onde no fundo de sua verdade sabe que é apenas uma auto-manipulação do seu eu.

Tem o maior medo de se mostrar de verdade perante os outros, pois jamais deve demonstrar o medo e, se corroendo por dentro, se faz amigo, forte, valente, principalmente sobre os mais fracos. Buscam em meio dessa turbulenta sociedade a autoafirmação, a realização profissional e, até mesmo, a felicidade.

Conhecedor de todos os assuntos atuais, domina várias línguas e se apresenta sempre como o exemplo, mas morre de medo de si, não encara suas verdades, suas dificuldades e seus infortúnios quando devia vê-las com olhos de ver, e procurar combatê-las, desenvolvendo assim o verdadeiro homem, o verdadeiro ser.

E, na fuga de si mesmo, se perde no vício, na tristeza e na desilusão.

Hoje sabemos que o homem e a mulher de verdade são aqueles que tem a coragem de enfrentar a si mesmo sem cair no desespero dos excessos sem nexo e sem a laboriosa chama de viver. O que é viver se não...se conhecer?

Se conhecendo, encontra o que de bom há em todos os seres, melhoram-se as qualidades morais e passa a se amar e, como se descortinando um véu, busca em si mesmo os mais nobres sentimentos para consigo, seu próximo e consequentemente seguirá os ensinamentos que Jesus deixou apenas para o homem, o ser mais inteligente desse planeta. É como seres pensantes e inteligentes que devemos agir em todas as nossas dificuldades que ainda enfrentamos por pura e simplesmente escolha nossa. A fé em Deus e seguindo os ensinamentos de Jesus nos auxiliarão para que possamos buscar, cada vez mais, o auto- conhecimento, o auto-aprimoramento e a auto-confiança que, antes de poder, vem o dever. amos arrumar nossa casa interior colocando cada coisa em seus devidos lugares, pois só assim conseguiremos uma transformação natural em nós e em nossa caminhada. Assim poderemos passar pelos caminhos que fizemos sem o risco de nos perder-mos em nossa própria estrada.





UM MOMENTO DELICADO


05/10/2009

Quem não gosta de mostrar uma jóia no pescoço, no braço, ou nas mãos?

Em nosso dia a dia carregamos muitas jóias ao nosso lado que não podemos coloca-las no pescoço mas carregamos no coração.

São nossos pais, filhos, irmãos e amigos que em muitas vezes são como jóias para nós.

É realmente! Se pensar-mos o quanto é bom olhar para o lado e ver alguém que possa conversar, dividir nossos sonhos e até fazer uma caminhada juntos, isso não tem preço.

Hoje em dia se fala muito da desvalorização da família, da falta de união entre familiares, dão muita ênfase ao problema e nenhum sentido a solução.

Mas vamos por partes. Há um amor maior que nos permite essa vida, há um amor imenso que nos trás através de nossos pais até aqui, há também toda uma dedicação enquanto somos pequeninos para que possamos crescer.

E quando isso acontece, o que criamos?

Dúvidas, medo, insegurança e, consequentemente, ansiedade.

Essa ansiedade em ter, em ser, em ver, em conquistar, nos leva às vezes a um estado doente e esquecemos completamente onde está o amor.

Você que está lendo esse texto vai dizer: Mas é fácil falar, na prática é diferente. Mas você não concorda que na busca de todos esses preceitos deixamos de lado o mais importante? O que sentimos, o que gostaríamos, o que sonhamos, o que queremos de verdade. Entramos então no conceito que a sociedade nos oferece ou nos impõe.

Cadê a coragem de dizer não? Cadê a impulsividade do jovem em dizer: quero ser diferente e não é no comportamento, chamando a atenção no cabelo ou na maneira de se vestir...é na palavra, na educação, na cultura do conhecimento de si mesmo.

Por isso muitos não conseguem demonstrar amor, se comportam pelo outros, agem pelos outros e segue sempre o mais fácil, o que nos sugerem. E esquecemos de nós, do amor a nós mesmo e, consequentemente, isso gera a desunião em família.

Buscando uma saída, paramos pra pensar então... Quanto tempo faz que não fico sozinho comigo mesmo e reflito em meus pensamentos o que eu sou e o que realmente quero fazer em minha, ou da minha vida? Onde buscar força pra recomeçar sempre, a cada dia um minuto comigo mesmo? Só assim descobrirá as jóias que há dentro de você mesmo, o quanto elas são valiosas e começamos então a mostrar-las através de nossos atos, de nossas palavras, de nosso amor, amor a vida, amor a família, amor ao próximo, a natureza, mas principalmente a sua jóia interior, a nós mesmo. Todo homem é bom, todo humano é bom e carrega dentro de si a centelha divina do amor maior. Essa é a nossa jóia que nunca se deteriora e nunca ninguém jamais tirará de nós.